AROP - Associação e Registo dos Osteopatas de Portugal

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Pós-graduação em Osteopatia

 

    Ponto de Situação                                                              Novembro 2012

               Caros Colegas,

A AROP participou desde final de 2011 e ao longo de 2012, em várias reuniões interassociativas, a convite do Sr. Dr. Augusto Henriques na condição de representante da Osteopatia ao nivel da Comissão Técnica Consultiva ( comissão criada com o objectivo de estudar e propõr parâmetros gerais de regulamentação do exercicio das terapeuticas não convencionais a partir da Lei nº 45/2003, de 22 de Agosto, Lei do Enquadramento base das Terapêuticas Não Convencionais).

Em 2011 a Direcção-Geral da Saúde é Encumbida pelo Ministério da Saúde de apresentar um projecto para impulsionar a regulamentação com base na protecção da saúde pública, na definição do exercício profissional e qualidade da formação.

É criada uma proposta de Lei pela DGS com base na qual, as várias Associações representativas da Osteopatia em Portugal, foram convidadas a participar para discussão do novo documento.

Em Junho de 2012 e após várias reuniões interassociativas onde a AROP se fez ouvir na defesa da Profissão, nas suas várias vertentes, foi elaborado um documento final designado por “Aditamentos à Proposta de Lei elaborada pela D.G.S.” onde se consignaram as alterações achadas convenientes e os aditamentos tidos por convenientes.

Este documento conjunto, bastante pormenorizado, foi assinado pela AROP e pode ser consultado pelos colegas a V/ pedido.

Foi entregue a várias entidades, nomeadamente Ministério da Saúde, Direcção Geral da Saúde, Parlamento, entre outras.

Conforme é do conhecimento geral, a AROP vai continuar a participar em próximas e futuras reuniões interassociativas (já no dia 22 de Novembro nas instalações do IMT) pois como signatária do documento atrás citado, foi promotora da continuação destas reuniões interassociativas na defesa intransingente do exercício profissional com qualidade e rigor, na defesa dos profissionais seus filiados e na elevação da boa prática da Osteopatia em Portugal.

A Direcção


Universidade Fernando Pessoa

Clínicas Pedagógicas

Porto   -   21 e 22 Janeiro 2012

1º Módulo – “Princípios Osteopáticos na Prática”

Jean-Pierre Amigues, francês, D.O. MROF

 
Fez a sua formação em Osteopatia na Escola Europeia de Osteopatia de Maidstone, na Grã-Bretanha, em 1975. É pós-graduado (DIU – Diploma Inter Universitário) em Neurologia Postural pela Faculdade de Medicina de Toulouse, França. Professor, conferencista, autor e consultor, exerce a sua actividade em Toulouse.

Partindo da obra de A. T. Still, Jean-Pierre Amigues entende que uma disfunção osteo-articular ou visceral tem subjacente sempre um conflito, uma emoção não resolvida.

Com base na Anatomia, na Fisiologia e na Embriologia, o Diagnóstico Osteopático deve inscrever-se numa Visão Integral do paciente.
A importância de, na Anamnese, identificar o factor desencadeante, o conflito que vai desenvolver o factor programante, a adaptação e a sintomatologia, o qual se pode iniciar durante o período de desenvolvimento embriológico.
A reprogramação através da Neurologia Funcional, indo da periferia para o centro, reflectindo as 4 dimensões, numa concepção Integral.
Enfatiza no Exame Osteopático a observação da pele, as tensões musculares e as amplitudes articulares em correlação com a embriologia, a MTC e a Med. Ayurvédica.
Aborda no tratamento osteopático as Cadeias Musculares, a abordagem Crânio-Sagrada, o tratamento das Artérias, o TGO no Sist. Orto-Simpático e o iniciar o tratamento pela região corporal com mais Energia.
Introduziu o conceito da Neurologia Funcional com base na Embriologia, para a reprogramação terapêutica do bebé ao adulto com implicação na Estática e na Dinâmica Postural bem como nas disfunções crâneo-mandibulares e nas oclusões dentárias.
Este primeiro Seminário de Pós-Graduação com Jean-Pierre Amigues, permitiu-nos conceptualizar a prática da Osteopatia numa Visao Integral, o tratamento da estrutura sem descurar a Espiritualidade, subjacente na obra de A. T. Still, na persecussão da Homeostasia.
 

 

2º Módulo – “Conceito Ostepático da Postura”

POSTUROLOGIE ET OSTEOPATHIE

Résumé de cours

Arthur CALEMARD

Les prises en charge des troubles de posture sont nombreuses, variées et particulièrement populaires à notre époque. Parmi toutes ces approches, la reprogrammation neurosensorielle attire notre attention car elle peut s'intégrer parfaitement à nos concepts ostéopathiques et compléter notre diagnostique.

 
La reprogrammation posturale consiste à évaluer et équilibrer les 3 principaux capteurs posturaux que sont le pied, l'oeil et le système manducateur. Nous considérons que cette analyse posturologîque ne peut être dissociée d'une approche ostéopathique qui permet d'évaluer la proprioception, les facteurs traumatiques et émotionnels.
 
L'objectif du week-end est de comprendre le fonctionnement de la régulation du système postural, le rôle des capteurs proprioceptifs et exteroceptifs, savoir comment les évaluer cliniquement et ce qui s'offre à nous pour les normaliser.
 
 
I Systèmes de contrôle de l'équilibre postural :
 
Pour pouvoir faire un bilan posturologîque, il faut tout d'abord comprendre comment le système nerveux contrôle l'équilibre postural.
Les afférences des capteurs proprioceptifs et exteroceptifs sont intégrées par le système nerveux qui va élaborer une représentation du schéma corporel et adapter le tonus musculaire par des mécanismes conscients et inconscients.

 

Ce contrôle neurologique s'effectue à 3 niveaux :
  • Réflexe segmentaire : c'est le domaine de la « lésion ostéopathique », du segment facilité.
  • Réflexe supra-segmenta ire sous cortical : premier niveau d'intégration des afférences posturales.
  • Contrôle cortical : c'est le très vaste domaine des stratégies motrices, de la représentation du schéma corporel, de l'émotionnel etc.

II Evaluation de l'équilibre postural ;

  1. Rappels sur la biomécanique de Littlejohn
  2. Examination orthostatique
  3. Tests de l'équilibration posturale globale : tests de Fukuda, de Romberg etc. permettent d'évaluer l'équilibre postural et la représentation du schéma corporel.

III L'entrée visuelle :

  1. Conséquences posturaies et neurosensorielles d'un dysfonctionnement de l'entrée visuelle
  2. Les traitements de l'entrée visuelle passent par une correction de l'acuité visuelle mais également par une normalisation de l'oculomotricité. Nous verrons qu'il existe une approche classique par rééducation orthoptique ou bien des approches moins conventionnelles comme la méthode Da Silva.
  3. Après avoir vu les différents réflexes du système oculomoteur nous verrons comment les évaluer et comment agir sur eux avec nos techniques ostéopathiques.
IV L'entrée Podale :
  1. Conséquences biomécaniques et neurosensorielles d'un dysfonctionnement podal. Comme exemples, nous allons nous concentrer sur le pied plat valgus et la marche sur la pointe des pieds.
  2. Là encore, nous verrons qu'il existe des traitements par orthèses classiques et des approches moins répandues par orthèses propn'oceptives.
  3. Examen clinique du système podal

V L'entrée manducatrice :

Le système manducateur joue un rôle majeur dans l'équilibration postu raie. Ses afférences trigéminales, son lien avec la ventilation, la déglutition, le stress etc. en font une région de première importance.
 
  1. Nous allons revoir comment peut s'installer une pathologie de l'ATM et par quels types de prises en charge nous pouvons agir.
  2. Examen du système manducateur. Techniques pour agir directement et indirectement sur celui-ci.

 

 

II Fórum Internacional de Osteopatia

 

 

29 e 30 de Outubro de 2011

 

Auditório da Universidade Fernando Pessoa

 

As várias intervenções

 
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O Reitor da Universidade Fernando Pessoa, Prof. Doutor Salvato Trigo, abriu a sessão com uma intervenção bastante agradável e conhecedora da realidade da Medicina Integrativa.

Falou da Osteopatia enquadrando-a nas medicinas não alopáticas. Informou da abertura do novo Hospital Escola da U.F.P no próximo ano de 2012, onde a Osteopatia aparecerá incluída.

Fez uma retrospectiva da história da Osteopatia, desde 1874 com Dr. Still, e lamentou que a nível da Europa ainda se ande a discutir uma medicina que já deu provas bastantes para ser olhada de uma outra forma.

Foi seguido pelo Dr. Jaime Lourenço, Director Pedagógico do Observatório de Medicina Integrativa, e pelo Prof. Ângelo Lucas, presidente da Associação e Registo dos Osteopatas de Portugal.

Alex Boon, DO, Secretário-geral da FEO, vice-presidente da GNRPO e ex-professor de Biomecânica da FICO, descreveu a história da osteopatia, desde o seu inicio com Dr. Still, onde aparece um conceito médico novo baseado na fisiologia. A primeira escola aparece em 1892 e com ela a noção de que é uma medicina baseada na fisiologia e não uma medicina sintomática.

Fez também uma breve mas completa história da osteopatia em vários países, e a sua relação com a aceitação e regulamentação, tendo relevo a criação da British School of Osteopathy em 1917, da Sociedade Francesa de Osteopatia em 1950, da Escola de Maidstone em 1965, em 1986 e a Convenção Europeia em 1986 em Bruxelas, em que Portugal toma parte. Dá-se o reconhecimento oficial da osteopatia no Reino Unido em1993 e, logo a seguir, em 1994, nos Países Baixos, o reconhecimento através da lei Big Wet. A 14 de Agosto de 1992 é criada a FEO – Federação Europeia de Osteopatia, porta-voz de todos os DO na Comissão das Comunidades e do Parlamento Europeu. Em 1999 a CEPLIS (Código de Ética, Deontologia e de Qualificação Profissional) aceita-o como membro activo.

André Ratio, MD, DO, Director de 2 escolas de Osteopatia em França, falou sobre o ensino em França. Começou por mostrar a sua satisfação com o aparecimento quase em simultâneo de duas revistas científicas de Osteopatia, uma francesa e outra espanhola, que muito contribuem para a divulgação da mesma.

Referiu-se ao tempo de formação para os cursos, ao papel importante das ciências fundamentais, assim como da nutrição.

Ângelo Lucas, DO, falou sobre Medicina Integrativa.

Apoia-se esta na relação médico – paciente, sendo menos tóxica, menos agressiva e menos dispendiosa. Engloba a medicina alopática e as medicinas não convencionais. O importante é o doente sendo portanto seleccionadas as medicinas a aplicar de maneira a poder dar o mais indicado ao paciente, para obter o melhor bem-estar físico e psíquico.

Falou sobre o conceito de stress, e as suas respostas orgânicas e da influência osteo-articular nas causas das doenças.

Rui Lago, CO, apresentou um trabalho de Victor Rodrigues, MD, DO director da Formação em Osteopatia, na CESPU

Reversibilidade Lemniscal e Extra-Meniscal após o tratamento Osteopático, sendo Lemniscal a sensibilidade proprioceptiva, e a Extra-Meniscal a sensibilidade termo-algésica.

Trata-se de um estudo feito em 40 pacientes, em que é feita a anamnése, exame clínico, exames complementares, abordagem terapêutica, escolha das técnicas e reavaliação neurológica após o tratamento.

Marc Baillargeat, MD, DO, falou do ensino da Medicina Manual Osteopática na Universidade Paris XIII, UFR de Bobigny.

Trata-se de uma Universidade para médicos, que em 1982 criou o DU que é o diploma Universitário de Osteopatia. O curso tem a duração de 3 anos, divididos em estrutural, visceral e craniano. Passa depois a 2 anos só com o estrutural.

Em 1997 o CNOM, Conselho Nacional da Ordem dos Médicos, reconhece a Osteopatia e 15 Faculdades passam a dar o diploma.

Aparece depois o EROP- Registo Europeu dos Médicos Osteopatas.

Simon Fielding, DO, abordou o tema "Gripe das Aves"

Começou pela gripe Espanhola em 1918, que durante a 1ª guerra é propagada pelos soldados e infecta 200 milhões de pessoas. Entre 1918 e 1919 é tratado um grupo com técnicas de Osteopatia dirigidas à parte linfática, baço, fígado, costelas e diafragma, tendo tido efeitos positivos.

Em 1982 é feito um novo estudo mas agora com controlo de dados sobre os linfócitos.

Sobre a gripe aviária, que neste momento existente no Camboja, na África do Sul e em Bali, ainda na fase 3, visto que a fase 4 vai ser caracterizada pelo contágio de pessoa a pessoa, a acção da Osteopatia é importante, ao nível da tração peitoral, bombeamento torácico, elevação do diafragma com abertura, bombeamento do baço em vários decúbitos, elevação das costelas com libertação dos costo-transversárias e "tapotement" para provocar a tosse e libertar secreções.

Luís Palomeque, DO, Coordenador dos estudos da Escola de Osteopatia de Madrid, veio trazer-nos o tema " Determinação das variáveis clínicas preditoras para identificar em pacientes com cefaleia tensional susceptíveis de tratamento osteopático"

As cefaleias tensionais são um dos 10 problemas que geram mais incapacidade para o trabalho.

Neste estudo, foram valorizados os trigger points cervicais como selecção dos pacientes para o estudo. Foram ainda considerados os testes de Beck, de saúde SF-36, de incapacidade do pescoço e da saúde em geral.

André Ratio, MD, DO, trouxe também o tema "A esfera craniana"

É sempre com paixão que fala sobre o crânio, disse mesmo ter 40 anos de devoção a Sutherland.

Falou-nos de Suturas e Membranas, de Ossos, Cartilagens e à relação entre elas e a Membrana.

Referiu-se de uma maneira profundamente conhecedora, do "osso como densificação das membranas"(Palomére)

Falou-nos dos vários ossos do crânio, e das suas relações com as funções de outras estruturas, da parte vascular, incluindo a arterial e a relação das mesmas com as meninges.

                           Maria José Brilhante, D.O.

Barrie Savory, DO, trouxe o tema "Osteopatia, passado presente e futuro"

Trouxe-nos uma imagem metafórica bastante interessante sobre este tema, dizendo que "todos contribuíram para a tapeçaria da evolução"

Referiu-se a Osteopatas do passado, como Still, Sutherland, Upleger, Magoon, R.O.Becker, Viola Fryman, Friette. Referiu-se também a outros ainda no activo, mas que em muito contribuíram para a evolução da Osteopatia, como alguns presentes neste fórum.

Referiu-se ao Reino Unido como sendo o único país onde o diploma de Osteopatia é protegido.

Ângelo Lucas, DO, falou sobre "O Cancro e a Osteopatia"

Fez uma descrição da história do aparecimento do Electrodermograma e do seu envolvimento de anos com o mesmo, falou ainda das dificuldades e das barreiras que teve de ultrapassar.

Foi feita uma descrição do funcionamento do aparelho. Este através da passagem de uma corrente eléctrica por determinadas zonas do corpo do paciente obtém um registo, resultante dessa passagem. Através da análise desses dados fica-se a conhecer quais os locais a tratar, e os locais em que não se pode mexer, pois não têm condição de resposta.

Cura e restabelecimento, num corpo, espírito e comunidade, através da medicina integrativa.

O uso de um plano nutricional adequado ao paciente e o envolvimento e apoio familiar.

O exercício físico, a manutenção da massa muscular e a sua relação com o cancro.

Renzo Molinari, DO, trouxe o tema "Dor Pélvica Crónica"

Definiu-a como "Dor não menstrual com 3 meses de duração localizada na pélvis"

Falou-nos da sua vasta experiência, e dos vários casos clínicos interessantes, sempre com bastante interesse, tanto pela aprendizagem que trazem, como pelo prazer de o ouvirmos falar

Foi feita uma descrição da caixa torácica, abdominal e pélvica, tendo por base as diferenças de pressão, que rapidamente nos "colou" ao tema.

Descreveu a importância da evacuação regular como forma de evitar dores pélvicas, o fato de ser um problema que afecta os dois sexos.

Falou da artéria ovárica, da ginecologia e do SNA. Referiu-se ao nervo Podendo.

Descreveu a congestão pélvica referindo que o tecido conjuntivo, quando há congestão torna-se gordura fibrótica.

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Resumo da mesa redonda

                         A Osteopatia: que futuro?

No domingo, 30/10/11, o último tema tratado antes do encerramento do Fórum foi “ A Osteopatia: que futuro? “ e teve a intervenção de todos os oradores: Simon Fielding, Renzo Molinari, Barrie Savory, André Ratio, Marc Baillargeat e Ângelo Lucas.

Simon Fielding, reconhecido pelos colegas como um dos maiores responsáveis pelo reconhecimento oficial da Osteopatia no Reino Unido, expressou a sua preocupação pelo carácter restritivo da legislação francesa que, actualmente, veda aos Osteopatas não médicos a manipulação cervical sem prescrição médica, a utilização das técnicas cranianas nas crianças até aos 6 meses e as manipulações viscerais por via interna.
Simon Fielding considera que se trata de um caminho perigoso para o futuro da Osteopatia e apela aos Osteopatas europeus para se mobilizarem e unirem contra este tipo de restrições legais. Agora mais do que nunca!

Renzo Molinari afirmou estar preocupado com a possibilidade de, num futuro próximo, vir a surgir uma nova profissão, com um novo nome, que englobe várias terapias manuais. E entende que, embora a Osteopatia seja uma designação a que estaremos sempre ligados, é necessário transmitir às pessoas e à sociedade que a Osteopatia vai muito para além da manipulação do sistema músculo-esquelético, nomeadamente nos trabalhos a nível visceral e pediátrico, em que destaca entre outros, o trabalho de Jean Pierre Barral e, na área do cancro, em que realça o trabalho do Prof. Ângelo Lucas.
É, pois, muito importante na nossa prática aproximarmo-nos dessa forma de estar, pois temos ainda muito para oferecer com a nossa abordagem osteopática.
Há muitas portas a abrir para o futuro e para isso exige-se dos Osteopatas grande integridade, conhecimento, dedicação e empenho.

Marc Baillargeat, osteopata médico, Professor da Faculdade de Medicina de Bobigny, em Paris, é a favor de uma Osteopatia de alto nivel e de alta exigência.
A propósito do grande debate que se verifica em França neste momento e que opõe Osteopatas médicos e Osteopatas não médicos, Marc Baillargeat defende, em nome da Osteopatia, que o que faz sentido é debater e definir quais os níveis elevados de formação e de conhecimentos académicos para a obtenção do título de osteopata, dele excluindo quem não seja detentor dessas exigentes qualificações.

Para André Ratio, igualmente médico, nós temos a mais bela profissão do mundo.
E acrescenta que, neste momento, depois de nos terem contestado, pedem-nos provas.
É, assim, muito importante honrar a nossa filosofia no seio de um grupo que pratica Osteopatia de elevada qualidade, o que só se consegue pela via académica e com bases sólidas de Biologia, Bioquímica, Embriologia, Nutrição e Micronutrição, entre outras.
A consciência da profissão assim o exige. Não evoluir, nada de bom nos trará.

Ângelo Lucas considera que a Osteopatia deve ser integrada num conceito de Medicina Integrativa.
A Medicina integrativa reúne então num todo a Medicina alopática, a Homeopatia, a Osteopatia, a Medicina Tradicional Chinesa, a Medicina Ortomolecular, a Fitoterapia, e todas as outras que assente num ponto comum de complementaridade. O que o levou, como Osteopata, a iniciar este tipo de abordagem foi a necessidade de mostrar à Medicina alopática que o nosso trabalho é tão válido como o dela. O nosso objectivo como Osteopatas é, tal como no caso dos Médicos alopatas, a saúde e o bem-estar do paciente.

A título de conclusão, parece evidenciar-se a necessidade do Osteopata se empenhar cada vez mais na demonstração científica das suas teorias terapêuticas de forma a conseguir pôr em evidência, de maneira objectiva, o que faz e porque o faz.
Por isso e para isso a via académica é determinante para o reconhecimento da nossa profissão.

              Maria Paula Almeida, DO

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Mensagens de participantes estrangeiros no II Fórum

“The rich tapestry of Osteopathy is alive and thriving in Portugal and the AROP supported by the inspiration, energy and enthusiasm of its President Angelo Lucas”.
Barrie Savory

“A rica tapeçaria de Osteopatia está viva e próspera em Portugal, o mesmo acontecendo com a AROP apoiada pela inspiração, energia e entusiasmo do seu Presidente Ângelo Lucas”.
Barrie Savory

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“The AROP, under the inspired leadership of Angelo Lucas do continues to play an important role in the establishment, recognition and development of Osteopathy in Portugal”.
Simon Fielding
"O AROP, sob a liderança inspirada de Ângelo Lucas, DO, continua a desempenhar um papel importante no estabelecimento, reconhecimento e desenvolvimento da Osteopatia em Portugal".
Simon Fielding

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" L´Ostéopathie progresse au Portugal vers un système de santé indépendant grâce à l´action soutenue de l´AROP sous la direction de son leader charismatique Angelo Lucas ".
Renzo Molinari

"Osteopatia em Portugal progrediu para um sistema de saúde independente graças à ação sustentada da AROP sob a liderança de seu líder carismático Ângelo Lucas."
Renzo Molinari

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" L´Ostéopathie portugaise progresse actuellement vers une intégration universitaire et une participation au système de santé au travers de la médicine intégrative sous l´impulsion de l´AROP menée par son Président Angelo Lucas ".
Doutor Marc Baillargeat, UFR Bobigny, Univ. Paris XIII

"A Osteopatia está atualmente a progredir na direção a uma integração universitária e para a participação no sistema de saúde através da medicina integrativa sob a liderança da AROP dirigida pelo seu presidente Ângelo Lucas ".
Doutor Marc Baillargeat, UFR Bobigny, Univ. Paris XIII

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" J´assisté depuis plus de trente années aux efforts incessants de mon confrère Angelo LUCAS pour promouvoir la Profession d´Ostéopathe, tant au Portugal que dans notre cadre Européen. Sa position de Président au servi du Registre des Ostéopathes de Portugal a certainement largement participé à l´accession au meilleur niveau de compétences de la majorité des membres de ce Registre ".
Dr. André RATIO, Ostéopathe  Directeur du C.S.O. (Conservatoire d´Ostéopathie Français)

"Venho a assistir, há mais de trinta anos, aos esforços incansáveis do meu colega Ângelo Lucas com vista a promover a profissão de Osteopata, tanto em Portugal como no contexto europeu. A sua acção como Presidente da Associação e Registo dos Osteopatas de Portugal tem certamente contribuído em muito para a ascensão ao mais alto nível das competências da maioria dos membros desta Associação".
Dr. André RATIO, Ostéopathe  Directeur du C.S.O. (Conservatoire d´Ostéopathie Français)

 

Congresso de Oncologia Integrativa

Caros Colegas
Realizou-se no passado dia 3, 4 e 5 de Novembro, em Faro, o Congresso de Oncologia Integrativa, tendo ficado a organização do mesmo a cargo da Associação Oncológica do Algarve (AOA), presidida pelo Dr. Santos Pereira.
O Congresso de Oncologia Integrativa esteve aberto à participação de todos os profissionais de saúde, doentes e público em geral, tendo sido amplamente participado face aos temas de elevado interesse que foram abordados.
Para a conferência inaugural, foi convidado o Prof. Ângelo Lucas, Presidente da nossa Associação, tendo proferido uma intervenção subordinada ao tema “Medicina Integrativa em Oncologia”.

O Prof. Ângelo Lucas falou dos objectivos da Medicina Integrativa, da utilização da Medicina Académica e Complementar na MI, do papel importante da MI na prevenção e diagnostico do cancro e da importância que a MI dá à interligação físico, psíquico e espírito.
A intervenção do Prof. Ângelo Lucas foi bastante aplaudida e, na troca de impressões que travei com alguns dos participantes, todos foram unânimes em referir o grande interesse que as suas palavras suscitaram.

Durante o primeiro dia tiveram lugar inúmeras intervenções médicas das quais saliento:

  • Diagnóstico precoce: O papel dos rastreios em oncologia - O papel da imagiologia no diagnóstico em Oncologia, a cargo do Dr. Francisco Aleixo (CHBA; AOA).
  • Outros métodos de diagnóstico e tratamento, saliento a intervenção do Dr. José da Silva Couto do IPO de Coimbra que apresentou um trabalho intitulado “Coriolus Versicolor”- eficácia no tratamento de lesões de HPV no colo do útero.
  • Terapêuticas de suporte ao tratamento Médico - Actividade física e o Suporte nutricional como factores terapêuticos - foram também rubricas de muito interesse, apresentadas, respectivamente, pelo Dr. Munhá (CHBA ) e Dr.ª Ana Lopes, Chefe de Serviço de Medicina do Hospital de Faro.

Nos dois primeiros dias foram também apresentados trabalhos subordinados ao tema “Abordagens Complementares em Oncologia”.
O último dia foi reservado à realização de Workshops.
Todos os prelectores salientaram a importância deste evento, único até ao momento no nosso país, por ter conseguido juntar pela primeira vez a medicina convencional e as medicinas complementares num congresso, e assim tornar possível a troca e discussão de ideias e saberes.

                     Gilda Patrício, D.O.


3º Módulo  -  " A Capacidade Palpatória "

A Dor

Rodrigue Pignel, MD, DO

A Visão global da Osteopatia permite abordar a dor do paciente mas, esta, é um sintoma e não uma lesão osteopática.

A Dor é uma experiência sensorial e/ou emocional desagradável associada a um dano tecidular presente, real ou potencial, descrita em termos de alívio, é subjectiva.

Podemos condicionar a dor pela reeducação dos receptores sensoriais.

      Há diferentes dores:

  •  Aguda/crónica
  • Excesso de nocicepção
  • Neurogénica ou neuropática cujas causas podem ser:

                  Infecciosas

                  Metabólicas

                  Tóxicas

  • Psicogénicas

A Fisiologia da dor somestésica deve ter em conta os receptores ( cutãneos, mio-osteo-articulares, viscerais ),as vias aferentes, os neurotransmissores, a medula e o cérebro bem como as vias eferentes.

A inflamação dá origem a acidez tecidular que vai excitar os macrófagos e citoquimicos que excitam os terminais nervosos condicionando um fluxo doloroso.

A Dor pode ser diminuida por via quimica ou com Osteopatia, tratando o paciente doloroso.

A Dor deve constituir o sinal de alarme, havendo no arsenal osteopático várias técnicas para alílio da dor, sendo contra-indicadas técnicas dolorosas.

            A Capacidade Palpatória

Importa ter noção do que constitui a palpação, o toque e o tacto bem como a subjectividade inerente á Somestesia.

A boa palpação der ser indolor, dar a melhor informação, responder a questões permitindo ser o mais objectiva possível.

Na boa prática importa saber o que procuramos e onde palpar, testar, retestar e contratestar e, fundamentalmente, há que ter confiança nas sensações percebidas.

Resumo elaborado por:   

José Cigarro, Eur Ost D.O.


4º Módulo - A Terapia Crâneo-sagrada

Dr. André Ratio, MD, DO

O Dr. André Ratio voltou a Portugal para nos brindar com o seu Saber Fazer, o seu Saber Ser e o seu Saber Estar, num meio que lhe é querido e onde é sempre acolhido com o carinho devido a um grande mestre de Osteopatia Craneana.

Honrou-nos com a apresentação do seu livro “Le Crâne en Ostéopathie” verdadeiro “ex-libris” para qualquer profissional de osteopatia, numa cerimónia singela mas de particular significado na Universidade Fernando Pessoa com a presença do Senhor Reitor Dr. Salvato Trigo, seguida por sessão de autógrafos.

O curso ministrado permitiu transmitir novos conceitos de forma didáctica explanados no seu livro.

Desde o tratamento das lesões da sínfíse esfeno-basilar, da abóboda e da face com particular enfoque no recém-nascido, foi-nos transmitido de forma prática reflexões e técnicas de abordagem que são fruto dos seus mais de 40 anos de profissão.

Resumo elaborado por:    

José Cigarro, Eur Ost D.O.


5º Módulo - " A Biomecânica da Lesão Músculo-esquelética "

 

OS MECANISMOS INDUTORES DAS LESÕES MÚSCULO-ESQUELÉTICAS

Os mecanismos indutores duma lesão músculo-esquelética são variáveis e numerosos, e podem ocorrer em todas as fases da vida, incluindo o período gestacional.

São principalmente de três tipos:

- Traumáticos

- Psíquicos

- Viscerais

 

OS MECANISMOS TRAUMÁTICOS

Estes são os mais frequentes, ligados aos caprichos da vida cotidiana, à prática desportiva, aos acidentes relacionados com os meios de transporte.

I-FISIOPATOLOGIA

Consequências do choque traumático.

As cadeias fasciais e lesionais.

Noção de compensação adaptação

Evolução da lesão traumática

II-APARECIMENTO DOS TRAUMATISMOS

A - Durante o período gestacional

São de duas ordens:

- Relacionados aos traumatismos maternos.

- Relacionado ao parto.

As consequências podem ter repercussões negativas no futuro do bebê, e constituírem as lesões primárias que vão se manifestar ao longo da vida.

Para entender como essas lesões afetam o desenvolvimento do embrião, devemos nos referir ao desenvolvimento embriológico na sua fase:

- Bioquímica

- Especialmente em sua fase biodinâmica

Interessamo-nos também ao sistema epigenético que permite o registro dos fenômenos tanto traumáticos como psicológicos.

Tratamento:

- Intra-uterino

- Após o nascimento

B– Durante a infância e vida adulta

1- Modo de ocorrência

2- Consequências sobre o organismo

2- Tratamento:

-fascial

-estrutural

OS MECANISMOS PSICOLÓGICOS

São muito numerosos e podem ocorrer ao longo da vida.

Eles podem ser sobrepostos aos traumatismos ou ser independente deles.

I- O seu modo de ação

1 Ao nível periférico

2 A nível central

II- CONCEITOS DE LESÃO PSICO VISCERO SOMATICA

III- TRATAMENTO

- Fascial

- Estrutural

- Psicossomática

OS MECANISMOS VISCERAIS

As Lesões Viscerais podem criar lesões traumáticas a longo prazo.

I- FISIOPATOLOGIA

II-CONCEITO VISCERO SOMÁTICO E SOMATICO VISCERAL

III- TRATAMENTO

1 Cronologia

2 Visceral

3 Estrutural

Resumo traduzido por:   

Rui Coelho, EUR OST DO

 


7º Módulo - " O Diagnóstico em Osteopatia "

Dr. Philippe Mahé, MD, DO  

Partindo do principio osteopático que “a estrutura governa a função” e de que é preciso tratar a estrutura para regular a função, salientou-se a importância do Diagnóstico em Osteopatia.

O Diagnóstico é um processo de avaliação do estado de funcionamento em comparação com um estado de referência, comportando várias etapas. O objectivo do Diagnóstico pode variar desde o bom ou mau funcionamento, defeito ou fraqueza, performance ou não performance ou de erro, implicando a diferença entre o raciocinio do Diagnóstico Médico e o Diagnóstico Osteopático.

Para A. T. Still, a Osteopatia é o conhecimento da anatomia e da fisiologia nas mãos de uma pessoa qualificada e inteligente que pode aplicar esse conhecimento num paciente.

O Diagnóstico Osteopático vai assentar na sensibilidade- “só as mãos sabem”- e na cognição- “são alimentadas pelo conhecimento”.

Apresentam-se duas vias de diagnóstico:

  • em Medicina clássica a partir das queixas do paciente, pela soma dos sinais, pelo exame e pelo interrogatório, chega-se ao Diagnóstico da doença atarvés do diagnótico diferencial.
  • Em Medicina Osteopática a partir das queixas do paciente, pelo interrogatório e pelo exame, através de um diagnóstico de exclusão- mais de orientação- chega-se ao diagnóstico do esquema lesional, o qual vai permitir o tratar o paciente.

Donde o Diagnóstico, a identificação do problema, é fundamental para o tratamento, importando entender a linguagem do paciente, a linguagem médica e a tradução para a linguagem osteopática.

As ferramentas para o Diagnóstico vão desde a escuta do paciente, o interrogatório, o exame objectivo e os exames complementares, para levar à compreensão do percurso fisiopatológico que leva à Disfunção.

O Dr. Philippe Mahé apresentou ainda um conjunto de sinais clínicos funcionais obtidos no interrogatório, na observação e avaliação do paciente, fundamentais ao osteopata na identificação de patologia cardiaca, pulmonar, vascular, digestiva, urinária e neurológica.

Abordou o diagnóstico osteopático do bébé no entendimento de esquemas lesionais que nos vão acompanhar pela vida, desde a fase embrionária à de geronte, resultantes quer da programação genética quer da formação intra-uterina, desde a embriogénese à fetogénese e das perturbações do parto e do pós-natal.

O balanço final revelou-se muito positivo quer pelo discernimento do Diagnóstico Osteopático, chamada de atenção dos sintomas funcionais orgânicos quer pela abordagem da criança e instalação da patologia a partir de esquemas fisiológicos.

Resumo elaborado por:   

José Cigarro, Eur Ost D.O.

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